O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) cobrou neste domingo, 8, “a necessidade de investigação e responsabilização por ameaças” contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT). Ela relatou em vídeo um e-mail com ameaças e mensagens racistas e misóginas.
MDHC liga caso a medidas do Programa de Proteção
O MDHC informou que a deputada Ana Elisa (PT) recebe atendimento no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). O ministério disse que, em Minas Gerais, o programa funciona em parceria com o governo estadual.
Segundo a pasta, o PPDDH faz análise de risco, aplica medidas protetivas e encaminha denúncias para as autoridades competentes.
Ameaça em e-mail citada em vídeo e atendimento iniciado em 9 de outubro
No vídeo divulgado nas redes sociais na véspera, a parlamentar de 21 anos leu ameaças que teriam vindo por e-mail. Entre as frases, ela disse que o texto começa com “Vou estuprar e matar a deputada federal Ana Elisa”.
De acordo com o relato, o e-mail também fala em “rasgar aquela blusa ridícula rosa” e menciona “representar filhotes de macacos no parlamento”. O MDHC informou que Ana Elisa está com escolta policial 24 horas por dia e que o acompanhamento pelo PPDDH começou em 9 de outubro, após o primeiro turno das eleições.
O ministério declarou que, para preservar a segurança da protegida, a maior parte das medidas adotadas ou em avaliação não é divulgada.
PPDDH atua em parceria com 16 estados e atende mais de 1.500 pessoas
O MDHC informou que o PPDDH alcança todo o território nacional. A pasta disse que o programa atua em parceria com 16 estados.
O ministério acrescentou que hoje mais de 1.500 cidadãos brasileiros recebem atendimento pelo PPDDH. A pasta também afirmou que reforça o compromisso com a proteção dos direitos humanos e com o enfrentamento da violência política, de gênero e de raça.
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