A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou desconforto entre ministros do STF. O episódio ganhou força política logo após a derrota de Flávio na eleição presidencial.
Ministros avaliam que decisão de Moraes entrou cedo demais e virou palco político
A apuração de Laryssa Borges, no programa VEJA em Foco, diz que não existe uma posição única entre os ministros sobre o momento escolhido por Moraes.
Segundo a jornalista, parte da Corte considera a medida inoportuna e aponta que a decisão, logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, devolveu protagonismo ao Supremo em uma disputa política.
Flávio segue sob o STF e pode responder por fatos ligados ao mandato até janeiro de 2027
Laryssa afirma que a derrota eleitoral não afasta necessariamente Flávio Bolsonaro da jurisdição do tribunal. A explicação citada por ela envolve o foro privilegiado, usado quando a investigação passa a tramitar no STF.
Com a regra descrita pela editora, investigações ligadas a fatos durante o mandato parlamentar continuam no Supremo mesmo depois da saída do cargo, em janeiro de 2027.
A jornalista também aponta uma diferença caso Flávio tivesse vencido a eleição presidencial. Nesse cenário, investigações de fatos anteriores ao mandato e sem relação com a Presidência ficariam suspensas durante o período no cargo.
Senado muda e ministros citam força de parlamentares na Câmara do impeachment
O STF também analisa a repercussão da decisão com a nova configuração do Congresso Nacional. Laryssa diz que ministros demonstram preocupação com o fortalecimento de parlamentares de direita no Senado.
Segundo a apuração, a Casa é responsável por pedidos de impeachment contra integrantes da Corte. O texto relata ainda que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, informou que trabalha por sua recondução e negocia apoios entre parlamentares de direita.
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