Moraes testa aliança entre Lula e STF após relatório da Polícia Federal

Lula tenta ajustar o tom sobre a crise no STF enquanto a Polícia Federal divulgou um relatório com detalhes envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O caso pressiona a Corte e entra no radar da disputa política e eleitoral neste momento.

Lula buscou acordo com Moraes e agora enfrenta um impasse com o STF

Desde o início do terceiro mandato, Lula apostou numa aliança com o Supremo Tribunal Federal para ajudar a enfrentar dificuldades no Congresso, onde partidos de esquerda têm minoria.

O governo recorreu ao STF para tentar reverter derrotas em votações e também usou decisões e manifestações públicas de magistrados para pressionar parlamentares. A parceria foi renovada quando Alexandre de Moraes intermediou uma reunião entre Lula e o comandante do Senado, Davi Alcolumbre, após o rompimento relacionado à indicação de Jorge Messias.

Reunião com Alcolumbre e pauta da escala 6 x 1 entram na conta

No encontro, Lula e Alcolumbre selaram um acordo para garantir, por exemplo, o avanço da proposta que acaba com a escala de trabalho 6 x 1, uma bandeira eleitoral do petista.

O novo teste veio com a divulgação do relatório da Polícia Federal, que trouxe detalhes da relação imprópria entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master e citado como protagonista da maior fraude bancária da história do país. O texto repercutiu nas redes sociais e colocou a Corte diante de uma decisão entre investigar um integrante importante ou deixar o caso sem apuração.

Campanha reage: Flávio Bolsonaro volta a defender impeachment e Lula evita citar Moraes

O senador Flávio Bolsonaro, que aparece empatado com Lula nas simulações de segundo turno, voltou a defender a aprovação de um pedido de impeachment de Moraes pelo Senado.

Lula falou sobre o tema na quinta-feira 3: “A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”. Na sexta-feira 4, ao lado do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, Lula disse: “Ninguém, em nome da democracia, pode usar o cargo que tem em benefício pessoal”.

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