A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio emitiu um segundo parecer pedindo o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador Anthony Garotinho. A alegação é que a suspensão dos direitos políticos dele ainda vale.
Segundo parecer mira indeferimento do registro de Garotinho no TRE-RJ
O caso voltou a ser discutido nesta quinta-feira, 27. A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio recomendou que o TRE reconheça a inelegibilidade do candidato.
Um primeiro pedido já tinha sido enviado ao Tribunal Regional Eleitoral na semana passada. Agora, o tribunal vai avaliar o novo parecer dentro das impugnações apresentadas nas eleições.
Condenação por improbidade e debate sobre início e fim da suspensão
Em 2018, Garotinho foi condenado por improbidade administrativa. O processo tratou do período em que ele foi secretário no governo de Rosinha Matheus, sua mulher.
A discussão envolve a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Garotinho diz que os efeitos começaram a contar em 2018, já com o cumprimento da pena, enquanto a Procuradoria afirma que o trânsito em julgado ocorreu em 2025, o que levaria a suspensão até 2033.
Garotinho também afirmou nas redes sociais que “o julgamento do registro sequer está marcado”. Ele disse que circulam fake news sobre inelegibilidade, atribuídas por ele a “grupos criminosos e corruptos que temem a minha vitória”.
TRE-RJ julga impugnações até 14 de setembro antes do primeiro turno
As impugnações ao registro de Garotinho cabem ao TRE-RJ. O plenário tem até o dia 14 de setembro para julgar os pedidos e publicar as decisões, vinte dias antes do primeiro turno.
A disputa também já afetou a candidatura nas pesquisas. Segundo a matéria, na última pesquisa Genial/Quaest, Garotinho perdeu três pontos percentuais, e em levantamento divulgado na terça-feira aparece com 7% das intenções de voto, abaixo dos 10% de julho.
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