Um relatório divulgado nesta terça-feira, 28, pela Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusa autoridades de Israel de usar “a privação deliberada de água” como arma contra palestinos na Faixa de Gaza. O texto liga a falta de água a destruição de infraestrutura e a risco de doenças para a população.
Relatório da MSF aponta água cortada junto com ataques a saúde e deslocamentos em Gaza
O documento “Água como arma: a destruição e privação hídrica e de saneamento por Israel em Gaza” descreve a prática ocorrendo junto com a destruição de instalações de saúde, casas e com mortes de civis.
O relatório também relaciona o cenário a deslocamentos forçados em massa e alerta para a propagação de doenças em condições de vida precárias.
MSF diz que 90% da infraestrutura de água e saneamento foi destruída e cita bloqueio desde 2023
Segundo a MSF, Israel destruiu ou danificou cerca de 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza. O levantamento cita usinas de dessalinização, poços e sistemas de esgoto entre os alvos.
A organização relata ataques a caminhões-pipa “claramente identificados”. Ela também aponta a destruição de poços que eram a única fonte de água para dezenas de milhares de pessoas.
Entre maio e novembro de 2025, uma em cada cinco distribuições de água feitas pela MSF não atendeu à demanda. O texto acrescenta que, desde outubro de 2023, itens como combustível, geradores, peças de reposição e produtos químicos para tratamento de água foram restringidos ou impedidos de entrar em Gaza.
MSF pede restabelecimento do fornecimento e alerta para aumento de infecções e diarreias
A MSF pede que Israel restabeleça imediatamente o fornecimento de água em níveis adequados. A organização também solicita pressão para o acesso humanitário e a entrada de materiais essenciais para infraestrutura hídrica.
O relatório liga a falta de água potável e de higiene mínimas a um aumento de doenças, incluindo infecções respiratórias, doenças dermatológicas e diarreicas.
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