Nomeações no governo do estado esbarram na triagem do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o delegado Roberto Lisandro Leão, e isso está travando processos na Casa Civil. O ritmo de contratação e exoneração caiu no primeiro escalão.
Triagem do delegado Lisandro Leão concentra o crivo nas nomeações do estado
O governador em exercício Ricardo Couto determinou uma triagem mais rígida. Todas as nomeações do governo do estado precisam passar pelo crivo de Roberto Lisandro Leão.
Lisandro Leão também responde, interinamente, pela Secretaria de Governo. Com isso, os processos de contratação se acumulam e a Casa Civil, que costuma ter agilidade para nomear e exonerar até o segundo escalão, fica sem espaço para acelerar.
Casa Civil na pressão: Flávio Willeman e Sérgio Pimentel disputam ritmo com checagens
Na Casa Civil, o secretário-chefe Flávio Willeman e o subsecretário-geral Sérgio Pimentel precisam dar agilidade ao governo. A cobrança ocorre enquanto Lisandro Leão e a burocracia das checagens detalhadas emperram a máquina.
O clima fica mais tenso nas Laranjeiras. A checagem aumentou depois que veio à tona a presença de Michele Montenegro na Casa Civil como Mia Montenegro.
Ela recebia um salário de R$ 16 mil, apesar de acumular pelo menos 30 processos entre Rio e São Paulo e 17 anotações criminais. Couto já tinha determinado exonerações dos nomeados que não estavam nos conformes e mandado auditorias em contratos e licitações, mas Michele permaneceu no governo até ser presa no último dia 3.
Prisão de Michele Montenegro impulsiona auditorias e pode afetar novas nomeações
A acusação é de golpe de R$ 10 milhões envolvendo obras de arte. Depois da prisão, a checagem nas nomeações ficou mais fina.
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