Nomes ligados ao 8 de Janeiro tentam seguir na política por meio de familiares

Nomes condenados no STF ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023 não podem concorrer nas eleições de domingo 4. Eles tentam manter influência ao apoiar candidaturas de parentes.

Condenados pelo STF no 8 de janeiro vão às urnas por parentes em vez de disputar diretamente

O movimento ligado a Jair Bolsonaro perdeu espaço nas urnas, depois de condenações no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, lideranças apoiam familiares para continuar com participação na política em Brasília.

24 de setembro? Não. Domingo 4: candidatos citam anistia e usam recursos do fundo eleitoral e partidário

Segundo o texto, pelo menos 22 nomes ganharam projeção com manifestações e outras ofensivas antidemocráticas e tentam vagas em Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. As candidaturas defendem anistia para quem participou de depredação e de tentativa de golpe de Estado, tratados como “presos políticos”.

As campanhas somam 9 milhões de reais dos fundos eleitoral e partidário. Rebeca Ramagem (PL-RJ) recebeu 1,7 milhão de reais para uma candidatura com apoio de Alexandre Ramagem, citado como ex-diretor da Abin, condenado a dezesseis anos e foragido nos Estados Unidos.

Carla Zambelli, na Itália, também faz campanhas em vídeo para a mãe, Rita Zambelli (PL-SP), para tentar herdar os votos da filha. Já Marcos Soares Moreira, o “Marcos Muralha”, do Novo do Espírito Santo, é citado como preso e denunciado por participação no 8 de Janeiro, mas com acordo de não persecução penal para encerrar o processo.

Eleitor decide espaço para “família do 8 de janeiro” nas urnas deste domingo 4

O texto diz que a Justiça impediu a participação de alguns nomes, mas a tentativa de manter o projeto político segue. A disputa fica nas mãos dos eleitores, que vão decidir se há espaço para essas candidaturas e para os parentes envolvidos no movimento.

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