A PM do Rio de Janeiro negou um pedido pela Lei de Acesso à Informação sobre fuzis, carabinas e submetralhadoras acautelados fora da atividade de patrulhamento. A recusa entrou em cena após denúncias e com o caso do vereador Jorge Canella preso em operação da Polícia Federal.
Secretaria da PMERJ recusa informar destino de armas de uso restrito
Após denúncias de que dezenas de armas de guerra da PMERJ ficariam guardadas para agentes fora da atividade-fim, o TEMPO REAL acionou a Secretaria de Estado de Polícia Militar pela Lei de Acesso à Informação.
O pedido buscava o quantitativo exato e os critérios de concessão desses armamentos fora dos batalhões.
Resposta veio com “não” e protocolo OuvERJ nº 20260810729278
A PM respondeu com “não” no protocolo OuvERJ nº 20260810729278.
A corporação alegou que a divulgação de dados, mesmo com tabelas anonimizadas, colocaria em risco a “segurança institucional e dos agentes públicos”.
O texto cita ainda a aplicação de regras sobre sigilo e vida privada para manter o destino do acervo bélico sob blindagem.
Operação Unha e Carne liga apreensões a políticos e a investigações
No dia 22 de uma terça-feira, o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil), também coronel da Polícia Militar, foi preso em flagrante pela Polícia Federal na 7ª fase da Operação Unha e Carne.
Os agentes apreenderam dois fuzis e uma submetralhadora. Na fase anterior, em julho, um Colt M4 calibre 5,56 mm foi encontrado no carro de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e candidato à Assembleia Legislativa.
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