Entraram em vigor na última quarta-feira novas condições do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças ampliam o acesso ao financiamento habitacional e atualizam limites de renda e o valor máximo dos imóveis financiáveis.
O que muda no Minha Casa, Minha Vida com a atualização de renda e preços
O ajuste busca corrigir defasagens do programa habitacional, principalmente em capitais do país, como o Rio. Com limites maiores, o Minha Casa, Minha Vida pode deixar de ficar inviável em áreas onde os valores dos imóveis eram muito próximos do custo de construção.
As alterações também aumentam o público apto a participar do programa. Isso vale para famílias reenquadradas, com juros menores para grupos de renda inferior.
Faixas de renda sobem e o teto do imóvel passa de R$ 400 mil para R$ 600 mil
Na faixa 3, o limite de renda familiar mensal passou de R$ 8.600 para R$ 9.600. Na faixa 4, foi de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
O teto dos imóveis financiáveis subiu. Casas e apartamentos podem chegar a R$ 400 mil na faixa 3 e a R$ 600 mil na 4.
Quem tinha renda de R$ 9 mil e antes fazia parte da faixa 4, com juros de cerca de 10% ao ano, agora pode usar taxa média de 8,16% na faixa 3.
Reforma Casa Brasil amplia tíquete e cai o limite de juros e prazo de amortização
As regras também começaram a valer para reformas. O tíquete máximo do Reforma Casa Brasil passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, e o programa permite adesão para quem ganha até R$ 13 mil, antes era para renda mensal de até R$ 9,6 mil.
Nos juros, a taxa de 1,17% para quem ganha até R$ 3,2 mil e de 1,95% para quem tem renda superior foi substituída por uma taxa uniforme de 0,99% ao mês para qualquer faixa. O prazo de amortização também foi estendido para 72 meses, antes era de 60 meses.
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