Um novo míssil balístico americano, o Precision Strike Missile (PrSM), foi usado pela primeira vez na operação militar no Irã em 28 de fevereiro e deixou mortes de civis em Lamerd, no sul do país. Uma análise do Airwars aponta vítimas e impactos a até 50 metros do ponto de detonação.
Airwars diz que PrSM espalha projéteis perto de áreas com moradores
A análise do sistema de monitoramento de conflitos Airwars, divulgada nesta segunda-feira, 31, descreve risco quando o armamento fica perto de centros populacionais. O estudo destaca que o PrSM parece espalhar projéteis por uma área ampla.
Segundo a investigação, a arma teria sido empregada no primeiro dia da guerra contra o Irã.
Autoridades iranianas falam em pelo menos 21 civis mortos em Lamerd
As autoridades iranianas atribuíram ao ataque com o PrSM pelo menos 21 civis mortos, incluindo sete crianças.
O levantamento diz que os armamentos explodiram no ar sobre um complexo esportivo e dois bairros residenciais. A análise menciona a dispersão de projéteis metálicos em uma área ampla.
As Forças Armadas dos EUA confirmaram o uso do PrSM, mas negaram ter atacado Lamerd.
PrSM troca o ATACMS e ganha contrato para ampliar produção
O PrSM foi criado para substituir o antigo sistema ATACMS no arsenal americano, com alcance aproximado de 300 quilômetros. O novo míssil pode atingir alvos a mais de 499 quilômetros de distância.
Desde os ataques, o Pentágono assinou um contrato de mais de US$ 4 bilhões com a Lockheed Martin para quadruplicar a produção do PrSM, segundo a Associated Press.
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