OMM alerta retorno do El Niño em 2026 e países da Ásia começam a se preparar

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um alerta na terça-feira, 2, para que países se preparem para o retorno do El Niño no segundo semestre de 2026. A mobilização já começa em partes da Ásia por causa dos possíveis efeitos no clima.

Alerta da OMM leva China, Índia e Sudeste Asiático a reforçar preparos

Especialistas citados pelo jornal britânico The Guardian apontam que os impactos do El Niño podem aumentar com o aumento das temperaturas globais. O risco envolve fenômenos climáticos extremos, como calor e seca, ou enchentes e chuvas.

Com isso, países como China, Índia, Tailândia e Filipinas iniciam ações para reduzir danos. A preocupação muda conforme a região e os tipos de risco previstos.

Chuvas intensas na China e ameaça de calor e falta de chuva na Índia em 2026

Na China, o Centro Nacional do Clima diz que os efeitos do El Niño no país devem atingir o pico de setembro a fevereiro. A previsão cita chuvas intensas em algumas regiões e temperaturas mais altas em todo o território chinês.

Nesta semana, o departamento meteorológico da província de Qinghai, no planalto tibetano, alertou para efeitos imprevisíveis e extremos. As autoridades pediram estoques de suprimentos de emergência em casa.

Na Índia, Nova Délhi foca no calor extremo que pode enfraquecer as monções, os meses de chuvas intensas por volta de junho. A previsão das autoridades climáticas aponta precipitação abaixo da média do período em 2026, o que pode aumentar ondas de calor e a crise energética.

Sudeste Asiático teme secas, incêndios e problemas de saúde com mudanças na chuva

No Sudeste Asiático, Tailândia e Filipinas, além de Malásia, Singapura e Indonésia, ficam em alerta para a redução da precipitação causada pelo El Niño. O cenário previsto inclui secas severas, incêndios florestais e poluição do ar na região.

Jason Lee, do Global Heat Health Information Network Southeast Asia Hub, diz que a evaporação pode fazer fontes de água frágeis sumirem. Ele afirma que, sem tratamento, famílias podem coletar água insegura e estagnada, o que pode aumentar doenças transmitidas pela água, como a cólera.

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