O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países se preparem para mais casos de hantavírus após a repatriação de passageiros do cruzeiro afetado. Ele disse que não há indícios de “surto de maior magnitude”, mas alertou para a possibilidade de novos contágios nas próximas semanas.
OMS diz que não vê surto maior, mas mantém alerta para “mais casos”
Ghebreyesus falou nesta terça-feira, 12, em Madri, depois de estar na ilha espanhola de Tenerife para o resgate dos passageiros do navio Hondius. Ele afirmou que o “trabalho não terminou” com a repatriação.
O diretor da OMS disse que “não há indícios” de “surto de maior magnitude”. Ele citou que a incubação do vírus é longa e pode levar a mais casos nas próximas semanas.
Repatriação terminou com mais de 120 pessoas de cerca de 20 países; três casos diagnosticados
A operação de repatriação a partir de Tenerife terminou na noite de segunda-feira. A viagem seguiu com o Hondius rumo aos Países Baixos, com tripulação reduzida.
Até agora, três pessoas foram diagnosticadas com hantavírus, entre elas uma francesa, um americano e um espanhol. O total a bordo somava sete casos confirmados e outro provável, além de três mortes, entre cerca de 150 passageiros e tripulantes.
A OMS recomendou “acompanhamento ativo” por 42 dias a partir da última exposição, que foi em 10 de maio, com prazo até 21 de junho. A França pediu “coordenação mais estreita” dos protocolos na União Europeia.
Acompanhamento por 42 dias e impacto na quarentena na Espanha
Em Madri, dos 14 espanhóis em quarentena em um hospital militar, um teve resultado positivo confirmado e apresentou febre e “sintomas respiratórios leves”, mas está “estável”. Os demais tiveram resultado negativo.
Ghebreyesus também afirmou que “o risco é baixo”, tanto para a população de Tenerife quanto em escala mundial. O Hondius deve chegar no fim de semana aos Países Baixos.
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