O prolongamento das restrições no tráfego do Estreito de Ormuz pode levar a uma crise alimentar global, alertou a FAO nesta segunda-feira, 13. O aviso vale num momento de escalada do conflito no Oriente Médio e de impacto no transporte de insumos para a agricultura.
FAO liga bloqueios no Estreito de Ormuz ao risco de inflação de alimentos
A FAO disse que a dificuldade de navegação na região atinge uma parte do fornecimento mundial de insumos usados na agricultura. Entre os itens citados estão petróleo, gás natural, ureia e fertilizantes.
Segundo o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, o foco é evitar o problema da inflação alimentar. Ele disse que é essencial que o cessar-fogo continue para os navios voltarem a se movimentar.
Torero cita impactos no calendário agrícola, colheitas e preços; Laborde alerta para países mais pobres
Torero afirmou que a interrupção prolongada pode comprometer o calendário agrícola global. Ele também mencionou que pode reduzir colheitas e pressionar os preços dos alimentos.
A FAO ainda destacou que, se os agricultores não tiverem recursos para o plantio, a tendência é haver menores colheitas no futuro. David Laborde, diretor da Divisão de Economia e Política Agroalimentar da FAO, acrescentou que qualquer restrição ao abastecimento de alimentos terá impacto maior em países mais pobres.
Trump anuncia bloqueio militar ligado ao Irã e mercado reage com alta do petróleo
O alerta da FAO saiu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de um bloqueio militar ao tráfego marítimo ligado ao Irã. A operação entrou em vigor às 10h (horário de Washington), depois do fracasso das negociações de paz no fim de semana.
Trump disse que embarcações iranianas que se aproximarem da área serão alvo das forças americanas. Ele também afirmou que o programa nuclear iraniano é o principal impasse nas negociações e que o preço do petróleo voltou a superar os 100 dólares por barril.
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