ONU aponta possível crime de guerra em Gaza após mortes perto da ‘linha amarela’

A ONU diz que cerca de um terço dos palestinos mortos por Israel desde o cessar-fogo, que vale a partir de 10 de outubro de 2025, morreram perto da linha de armistício com o Hamas. O caso levanta alerta sobre tiros contra civis e pode configurar crimes de guerra.

ONU relaciona mortes de palestinos a áreas próximas da linha de armistício com o Hamas

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas informou que os dados apontam mortes em áreas perto da fronteira militar entre Israel e o Hamas.

Segundo o levantamento obtido com exclusividade pela Reuters, a suspeita é de “assassinatos ilegais” por soldados que atirariam em civis ao se aproximarem da área.

De 453 mortes confirmadas até 5 de fevereiro, 152 são palestinos perto da ‘linha amarela’

As Nações Unidas registraram 453 mortes confirmadas desde a trégua até 5 de fevereiro. Desses casos, 152 eram palestinos.

O órgão informou que os 152 palestinos eram 102 homens, 15 mulheres, 24 meninos e 11 meninas. A organização disse que essas pessoas estavam perto da fronteira.

Ajith Sunghay, chefe do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas no território palestino ocupado, afirmou à Reuters que as informações trazem “sérias preocupações” de tiros e mortes de supostos civis por estarem próximos da “linha amarela”. Ele também disse que a localização nem sempre era clara para os palestinos, e citou: “Ninguém sabe exatamente onde ela começa, onde termina, como se move e quando se move”.

Israel diz que ‘linha amarela’ serve para evitar ameaças; cessar-fogo segue sem retirada gradual

O Exército israelense afirma que os disparos perto da “linha amarela” buscam impedir ameaças de militantes. A área é demarcada no chão com blocos de concreto.

O plano de cessar-fogo mediado por Donald Trump previa retirada gradual dos soldados israelenses do território palestino. Até este mês, não houve movimentação nessa retirada.

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