ONU cobra recomposição de auditores-fiscais enquanto Lula critica tráfico na abertura da ONU

Na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 22, Lula denunciou o tráfico transatlântico e recebeu aplausos. Enquanto isso, a ONU apontou desafios no combate ao trabalho escravo no Brasil e pediu mais estrutura na fiscalização.

Discurso de Lula na ONU contrasta com alerta sobre fiscalização do trabalho escravo

A ONU diz que o Brasil precisa de investimentos para supervisionar de forma efetiva as relações de trabalho. A organização liga essa dificuldade à falta de recursos financeiros, tecnológicos e, especialmente, de pessoal.

Em paralelo ao posicionamento institucional feito pelo chefe do Executivo, a relatoria especial da ONU trata do tema como um problema que exige atenção prática. O documento destaca falhas principalmente em áreas rurais e remotas.

Relatório apresentado em 11 de setembro cita leis, mas aponta lacunas e resistência na recomposição de pessoal

Em documento apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em 11 de setembro, a relatoria especial sobre formas contemporâneas de escravidão afirmou que o país tem um conjunto robusto de leis. Mesmo assim, o texto aponta falhas na fiscalização.

O relatório diz que mais de 80% dos resgatados em condições análogas à escravidão são pessoas negras. O texto também associa o problema à resistência do governo em ampliar o quadro de auditores-fiscais do trabalho.

Ministérios dizem que governo não prevê recomposição de pessoal; fiscalização segue como ponto de atenção

Após a cobrança da ONU, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informaram a interlocutores que o governo federal não prevê a recomposição de pessoal. Com isso, a ONU aponta distância entre o discurso e ações concretas para erradicar o problema.

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