Pacheco fecha portas para disputa em 2026 e deixa Minas sem palanque para Lula

Rodrigo Pacheco decidiu não concorrer a nenhum cargo em 2026 e deixar a política. A decisão aumenta a disputa por um palanque para Lula em Minas, onde já existem oito pré-candidatos ao governo.

Decisão de Pacheco mexe na estratégia do PT para o governo de Minas

Em junho de 2025, Lula chamou Rodrigo Pacheco de “futuro governador” durante um evento em Mariana, na região central de Minas Gerais. Lula apostava que Pacheco disputaria o comando do Executivo estadual para dar palanque na disputa nacional.

Um ano depois, Pacheco anunciou que não vai concorrer a cargo algum em 2026 e que vai deixar a política. Com isso, cresce a dúvida sobre quem representará Lula no estado, a poucos dias do começo das convenções partidárias.

PT tenta consenso e reúne nomes do PT, PDT e MDB; senão do estado segue sem definição

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez reuniões com pessoas de dentro e de fora da legenda e encomendou pesquisas. As verificações miram a viabilidade de Reginaldo Lopes e Sandra Goulart, ambos do PT, além de Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB).

O PSB, partido de Pacheco, decidiu lançar candidatura própria em reunião na semana passada. Antes disso, o PSB fará uma prévia com Josué Gomes, Jarbas Soares Júnior, Julvan Lacerda e Clésio Andrade.

Nos cenários pesquisados pelo Real Time Big Data em maio, Kalil aparece com 14% a 18%. Cleitinho Azevedo aparece com quase 40% e aparece como favorito na corrida, mas segue sem confirmar candidatura; já aparece com números entre 6% e 8% para Gabriel Azevedo, e Reginaldo Lopes afirma não estar focado no governo.

Conflitos em dois lados deixam Cleitinho na frente, mas sem confirmação

No bolsonarismo, Mateus Simões se filiou ao PSD, mas continua alinhado a Romeu Zema, do Novo. Flávio Bolsonaro descartou aliança com Simões e disse: “O palanque dele já está montado”, afirmando que a prioridade é consolidar apoio a Cleitinho.

Cleitinho evita confirmar ou descartar candidatura. Ele disse publicamente não confiar plenamente no presidente do partido, Marcos Pereira, e o cacique afirmou que a conversa não voltou a acontecer e que não há plano de fazê-lo.

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