Países do Golfo adiaram uma reunião com o Irã sobre a gestão do Estreito de Ormuz por falta de consenso. No mesmo dia, os rebeldes hutis do Iêmen, apoiados por Teerã, anunciaram “dezenas de mísseis balísticos e drones” contra alvos militares no sul da Arábia Saudita.
Reunião em Omã é adiada e tensão aumenta na rota do Ormuz
A reunião de ministros das Relações Exteriores estava marcada para esta segunda-feira, em Omã. O encontro deveria discutir um acordo temporário para administrar a navegação pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, no fim de fevereiro.
O chanceler omanense Badr Albusaidi disse que o adiamento ocorreu “em nome do consenso”. Teerã afirmou que o adiamento aconteceu a pedido da Arábia Saudita.
Hutis citam resposta a ataques da Arábia Saudita e citam base Rei Khalid
Os rebeldes hutis disseram ter feito “uma operação militar em larga escala” contra instalações e infraestruturas militares no sul da Arábia Saudita. Eles citaram hangares de aviões de combate, radares, pistas de pouso, depósitos de munições e outros alvos na base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree.
O grupo informou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques aéreos realizados pela Arábia Saudita contra o Iêmen nos últimos dias. As autoridades sauditas emitiram alertas de emergência na região e em outras três cidades do sul do país.
Crise humanitária cresce e mais cidades entram no alvo
A escalada acontece poucos dias depois dos hutis capturarem a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb. A retomada dos combates agravou a crise humanitária e a ONU informou que mais de 2.000 pessoas cruzaram para o Djibouti desde a última quinta-feira 10.
Na quinta-feira, os hutis já tinham tomado o porto da cidade iemenita de Mocha. Eles também reivindicam controle da cidade de Hays e do acampamento Khalid ibn al-Walid, a maior base militar da região.
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