O governo do Paraguai reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança e cobrou do Brasil a devolução de canhões, documentos e outros troféus. A cobrança foi feita após encontro em Assunção com o embaixador brasileiro José Marcondes.
Paraguai diz que falas sobre a Guerra devem ser tratadas com “responsabilidade” e “reconciliação”
Em comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o governo paraguaio informou que o vice-presidente Pedro Alliana e o chanceler Rubén Ramírez Lezcano receberam em Assunção o embaixador brasileiro José Marcondes.
O Paraguai entregou uma nota oficial com “desagrado” e “absoluto repúdio” às declarações de Lula. A chancelaria afirmou que os fatos que marcaram os dois países devem ser tratados com “responsabilidade, respeito recíproco e espírito de reconciliação”.
Encontro envolve Pedro Alliana, Rubén Ramírez Lezcano e pedido de devolução de canhões
Durante a reunião, as autoridades paraguaias propuseram medidas para “fechar definitivamente as feridas” da guerra. O governo citou a devolução dos canhões Presidente López e Cristiano.
O comunicado também menciona outros troféus militares e documentos históricos que ficaram no Brasil após a derrota paraguaia.
O texto ainda registra que o encontro ocorreu uma semana depois de Lula mencionar a Guerra do Paraguai em um discurso em Jacareí, no interior de São Paulo. No dia 29, a Câmara dos Deputados do Paraguai já tinha emitido declaração oficial de repúdio à fala.
Diplomacia brasileira diz que embaixador citou contexto e negou intenção de ofender
Relatos de integrantes da diplomacia brasileira indicam que o embaixador José Marcondes explicou o contexto da fala de Lula. Segundo esses relatos, ele ressaltou que “em nenhum momento houve intenção de ofender o Paraguai”.
O mesmo trecho afirma que diplomatas destacaram a relação entre os dois países e lembraram que os governos Lula buscaram fortalecer a cooperação bilateral nos últimos anos.
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