A Itália anunciou nesta sexta-feira, 31, a suspensão por um mês do acordo de livre circulação de pessoas da União Europeia com a Espanha. A medida vale em resposta ao fluxo de migrantes que chega ao enclave espanhol de Ceuta.
Schengen com regras mais duras para quem entra na Itália via Espanha
O governo italiano disse que o bloqueio do Espaço de Schengen não muda a viagem de cidadãos espanhóis e de outros países do bloco. A regra entra no foco em cidadãos de países que não fazem parte da União Europeia.
A política prevê verificações específicas para quem vier da Espanha para a Itália por via aérea ou marítima. A Itália também disse que vai reforçar controles na fronteira franco-italiana.
Giorgia Meloni citou segurança nacional e limite de impacto no turismo de verão
A primeira-ministra Giorgia Meloni escreveu no X (antigo Twitter) que a suspensão é uma medida extraordinária. Ela disse que o objetivo é garantir a segurança nacional e evitar possíveis repercussões para a nação italiana.
Meloni também afirmou que a medida vai durar apenas pelo tempo necessário. Ela citou atenção à limitação de qualquer impacto nos fluxos turísticos de verão.
Segundo o governo italiano, o reforço de controles tenta impedir a travessia de migrantes sem documentos. A medida foi anunciada depois de a Espanha dizer que reverteu em grande parte o fluxo, com mais de 60 mil pessoas tendo voltado voluntariamente ao Marrocos.
França, Alemanha e crítica de Josep Borrell Fontelles entram no debate
A França informou que vai reforçar os controles na fronteira franco-espanhola. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, disse que vai aumentar as verificações e acionou a Força de Intervenção Rápida de Fronteira.
O ex-chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell Fontelles, rejeitou a ideia de revisar o acordo. Ele afirmou que nenhum Estado-membro pode suspender unilateralmente a participação de outro no Espaço Schengen.
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