Partidos aceleram pautas como segurança e redução da maioridade em busca do “voto pragmático”

Pesquisas indicam que parte grande do eleitorado quer respostas diretas para o dia a dia. Por isso, partidos e candidatos mudam o foco de seus discursos e aceleram temas ligados a problemas como segurança e saúde.

Estudo aponta que linguagem de “ideias” perde força diante de problemas do cotidiano

Desde o começo da pré-campanha, pesquisas mostram intenção de voto em candidatos com respostas concretas. Termos políticos tradicionais, como governança, cidadania e soberania, não ganham ressonância em alguns grupos.

Entre as preocupações mais citadas aparecem segurança pública, saúde, carestia e educação. O PSB relata que, nas eleições deste ano, principalmente nos estados, candidatos que chamarem setores para participar das decisões dos governos tendem a sair na frente.

PSB cita estudo e ligação com a tramitação para reduzir a maioridade penal

O PSB diz que deputados e senadores se empenharam nos últimos dias para acelerar a tramitação do projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

No levantamento do BTG/Nexus, a violência e a criminalidade aparecem na lista de principais problemas do país. O estudo do PSB aponta que punitivismo, desconfiança institucional e papel do Estado mexem com eleitores de vários espectros, com destaque para evangélicos, mulheres chefes de família e jovens.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) focaram em temas como combate ao feminicídio, cracolândia, PCC, desempenho das escolas no Ideb, demandas do interior e privatização de empresas públicas.

Campanhas presidenciais incluem segurança e planos de repressão ao crime organizado

As campanhas presidenciais vão precisar aprofundar temas como corrupção, economia e relações internacionais. Ao mesmo tempo, elas já lidam com questões do cotidiano, com segurança pública no centro das disputas antes do início oficial pelo Planalto.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, prometeu declarar “guerra” contra as facções criminosas no primeiro dia de governo e acusa o presidente Lula de omissão e leniência no enfrentamento ao crime organizado.

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