Pedido de vista de Flávio Dino leva STF a mirar decisão sobre Alexandre de Moraes após o Carnaval

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que o destino de Alexandre de Moraes pode ficar para depois do Carnaval de 2027. O pedido de vista do ministro Flávio Dino interrompeu a sessão do dia 15 que discutia se Moraes seria ou não investigado.

Por que o caso de Moraes pode ser adiado para 2027

O adiamento aparece como uma saída para ganhar tempo na agenda do STF. No calendário citado, o tribunal entra em recesso em dezembro.

Os ministros também colocam na conta o momento político. Parte deles quer decidir etapas mais duras da crise do STF depois das eleições.

Prazo de Dino e dois cenários ligados às eleições

Flávio Dino tem até 90 dias para devolver a julgamento os autos da questão de ordem. A questão discute se a abertura de investigação contra Moraes deve ser analisada junto com um pedido de Moraes para investigar o ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade.

No primeiro filtro, os ministros citam o dia 4 de outubro, data do primeiro turno. Nesse período serão escolhidos os senadores da próxima legislatura, e o Senado é apontado como a casa onde tramitam pedidos de impeachment.

No segundo filtro, eles ligam a decisão ao resultado de outubro. Uma ala do STF acredita que, com Lula vencendo, pode não haver seguimento ao processo contra Moraes nem a procedimentos de impeachment. Se Flávio Bolsonaro vencer, a investigação contra Moraes seria praticamente inevitável, segundo a avaliação mencionada na matéria.

O que muda para o STF a partir do Carnaval de 2027

O ponto de partida do atraso é o pedido de vista de Dino. A sessão interrompida era sobre se Moraes deveria ser ou não investigado por manter pelo menos cinco dezenas de diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Com o recesso em dezembro, os ministros dizem que caberia pouco tempo para o presidente do STF, Edson Fachin, pautar o caso no fim de 2026.

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