Pesquisa aponta crescimento da rejeição a Flávio Bolsonaro e queda da rejeição a Lula

A corrida ao Palácio do Planalto deve seguir com foco em ataques e rejeição, segundo pesquisa Genial/Quaest. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) lideram nas intenções, mas parte do eleitorado diz que não votaria neles.

Campanha deve mirar o eleitor que tenta fugir da polarização

A disputa tende a ficar marcada por uma batalha de rejeições. O eleitor escolhe o candidato que considera menos pior para o futuro do país.

A prioridade dos dois candidatos é conquistar o eleitor moderado, que evita a polarização. Como eles não têm um plano de governo para apresentar, a campanha deve usar mais ataques ao adversário.

Rejeição: metade diz que não vota em Lula e 57% rejeitam Flávio Bolsonaro

Na pesquisa Genial/Quaest, 50% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula. Em abril, esse número era 55%, e houve queda, mas metade do eleitorado ainda rejeita o presidente.

A rejeição a Flávio Bolsonaro era de 52% há três meses e subiu para 57%. Na simulação de segundo turno, Flávio aparece com 42% a 40% em abril, e agora ele fica oito pontos atrás de Lula, que tem 45% a 37%.

Do total de entrevistados, 51% afirmam que Lula não merece um novo mandato. A pesquisa também aponta medo maior com a volta da família do ex-presidente ao poder (46%) do que com a reeleição de Lula (38%).

Antipetismo cai e antibolsonarismo sobe entre abril e julho

A sondagem aponta redução do antipetismo entre abril e julho, de 41% para 36%. Mesmo assim, pelo menos um terço do eleitorado diz que se recusa a votar em concorrentes do partido.

O antibolsonarismo subiu de 37% para 44% no mesmo período. Com esse cenário, as campanhas buscam atingir quem ainda decide a eleição.

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