Uma pesquisa exclusiva com 2 413 entrevistados traça um retrato mais diverso dos conservadores brasileiros e aponta que parte do grupo quer dialogar com o presente, não voltar no tempo. O estudo foi feito pelo instituto Vetor Arrow a pedido de VEJA e ganha peso neste ano por causa das eleições de outubro.
Conservadores não formam um bloco único e mudam o discurso em costumes e política
O levantamento mostra que não existe um único e coeso grupo conservador no país.
Os especialistas identificaram cinco motores, ou tribos, que puxam a adesão à tradição, à ordem e à hierarquia, com variações no jeito de falar sobre esses temas.
Quaest e Vetor Arrow: 53% da população, fé sem influência e 74% aceitam decisões divididas no casal
O recorte conservador cresce na esteira do rebanho evangélico e já representa 53% da população, segundo outro levantamento citado no texto, da Quaest.
Na pesquisa, 53% diz ter fé, mas afirma que ela não interfere nas escolhas políticas.
Sobre família, seis em cada dez brasileiros admitem preferir preservar valores familiares. O texto também traz que 77% defendem que o governo deve atuar, e entre conservadores, 74% aprovaram a divisão de decisões e responsabilidades entre o casal, enquanto 18% defendem a ideia de que o homem deve ser o único provedor e ter a palavra final nas relações a dois.
Campanhas miram voto conservador e discutem propostas sobre trabalho e economia
O texto afirma que os resultados trazem novos desafios para as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência em outubro.
Em paralelo, o levantamento citado diz que entre 2022 e 2024 o número de cadastrados em aplicativos cresceu 25%, chegando a quase 2 milhões, e que 46% preferem trabalhar como autônomos.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.