Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, fez um alerta a Cuba nesta quarta-feira, 10, contra a compra de armas que possam ameaçar o território americano ou a base naval de Guantánamo. O aviso foi dado durante visita à instalação militar na ilha controlada por Washington.
Visita do Pentágono a Guantánamo reforça pressão dos EUA sobre Havana
Hegseth falou para militares destacados na Base Naval da Baía de Guantánamo.
O chefe do Pentágono não detalhou quais armamentos motivaram o alerta e não disse que há informações de inteligência sobre uma tentativa concreta de compra por parte de Havana.
Declaração diz que buscar armas para atingir a base seria ‘imprudente’
“Seria imprudente para o governo de Cuba tentar adquirir ou obter acesso aos tipos de armas que poderiam atingir esta base ou o território americano”, afirmou Hegseth.
A ida de Hegseth acontece no contexto de uma escalada da presença dos EUA no Caribe sob o governo Donald Trump.
Antes da visita, o general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, esteve em Guantánamo e se reuniu com um oficial do alto escalão cubano na área de perímetro da base. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também fez uma visita rara a Havana.
Guantánamo foi criada em 1903 e Cuba pede devolução do território
A Base Naval da Baía de Guantánamo foi estabelecida pelos Estados Unidos em 1903, depois de acordo feito após a Guerra Hispano-Americana.
O governo cubano considera a presença americana no local uma ocupação ilegítima e reivindica a devolução do território.
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