O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse nesta quarta-feira, 26, que as medidas econômicas dos Estados Unidos para “asfixiar” a República Islâmica não vão “alcançar nada”. A fala acontece após anúncio de sanções americanas ligadas ao chamado “Dia D econômico” contra Teerã.
Pezeshkian diz que pressão econômica dos EUA não vai mudar o cenário
Mais de cinco meses depois do início da guerra contra o Irã, os Estados Unidos anunciaram novas sanções para isolar a economia iraniana.
O presidente iraniano reconheceu que o país enfrenta “muitas dificuldades econômicas”, mas afirmou que os Estados Unidos “não obterão nada” com a pressão nesta fase.
Scott Bessent fala em “Dia D econômico” e lista mais de 60 alvos
Na segunda-feira 24, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou o “Dia D econômico” contra Teerã.
A ameaça envolve punições para uma lista com mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações em todo o mundo, incluindo na China, ligados ao suposto desenvolvimento de tecnologia nuclear e de mísseis.
O Irã usa uma rede financeira internacional para contornar restrições e, antes da guerra, exportava milhões de barris de petróleo, principalmente para a China.
Acordo com Omã e tensão no Estreito de Ormuz seguem no radar
O Irã mantém a exigência de que a via fique fechada até Washington suspender o bloqueio sobre os portos iranianos, eliminar as sanções petrolíferas e descongelar os ativos iranianos no exterior.
Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou um acordo com Omã para compartilhar a receita das taxas de navegação pelo Estreito de Ormuz. A Guarda disse que acordos foram feitos sobre a divisão das águas do estreito e sobre a receita de Irã e Omã.
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