A Polícia Federal aponta Luisi Correa Pinho, mulher do policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior, como peça central em um esquema de lavagem de dinheiro investigado na Operação Unha e Carne. A apuração mira participação de agentes públicos em empresas do ramo de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.
Operação Unha e Carne mira empresas com participação de familiares de policiais
Segundo a PF, Luisi teria emprestado o nome para ocultar a participação do marido em um conglomerado formado por dezenas de empresas.
A investigação trata Luisi como a “testa de ferro” de José Carlos. A PF sustenta que a estrutura foi montada para separar formalmente o patrimônio e os rendimentos dos policiais investigados do faturamento das empresas do grupo.
Movimentação de R$ 7,6 bilhões e prisão em Camboinhas
Relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que a organização investigada movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.
No último dia 7, a PF prendeu em flagrante o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto na residência de Luisi e José Carlos, em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói.
De acordo com a investigação, o PM trabalhava na segurança particular e na escolta da família, especialmente de Luisi.
PF cita “laranjas” e aponta advogado como administrador da estrutura
A PF também cita o policial civil Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. A investigação diz que os dois teriam usado as próprias mulheres para aparecer formalmente à frente dos negócios.
A PF atribui papel central ao advogado Renivaldo Vieira Granja Júnior. Ele é apontado como responsável pela administração da estrutura empresarial ligada às famílias investigadas.
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