A Polícia Federal investiga se o sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, cedido ao Detran-RJ, atuava no órgão ou fazia só a segurança de Márcio Canella. A apuração começou após a PF encontrar um fuzil da PMERJ no carro usado pelo ex-prefeito de Belford Roxo na Operação Unha e Carne.
Fuzil no carro reacende investigação sobre atuação de PM cedido ao Detran-RJ
O caso envolve o policial militar apontado como responsável pela cautela do fuzil apreendido no veículo usado por Márcio Canella. A Polícia Federal tenta esclarecer como a arma ficou ligada ao sargento cedido ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) desde outubro de 2025.
A PF quer saber se o militar exercia funções no órgão. A investigação também mira a hipótese de atuação apenas na segurança pessoal do político.
PF encontra fuzil calibre 5,56 e detalha versões de PMERJ e de Canella
O fuzil calibre 5,56, pertencente à Polícia Militar (PMERJ), foi encontrado no porta-malas do carro utilizado por Canella no cumprimento de mandado da sexta fase da Operação Unha e Carne na última terça-feira (07).
Márcio Canella disse que a arma foi deixada no porta-malas pelo policial responsável por sua segurança. A PMERJ informou que a arma estava regularmente acautelada ao sargento e disse que a Corregedoria abriu um procedimento para apurar a conduta do agente e as circunstâncias do armamento no veículo.
A PF também apura a influência de Marcus Amim no Detran-RJ. O delegado Marcus Amin presidiu a autarquia entre julho e outubro de 2023 e depois assumiu a secretaria de estado de Polícia Civil no governo Cláudio Castro (PL).
Canella segue preso e PF cita RIF do Coaf com movimentação de R$ 7,6 bilhões
Márcio Canella foi preso em flagrante na terça-feira após a PF encontrar o fuzil no veículo durante busca e apreensão. Ele acabou autuado por porte de arma de fogo de uso restrito e teve a prisão mantida em audiência de custódia na quarta-feira (08).
Além do fuzil no carro, a PF apreendeu na casa do ex-prefeito outras armas, munições e relógios de luxo. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou a partir de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos pelos investigados.
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