Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do Inea, virou alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em operação sobre fraudes na Refit. Ele foi exonerado no fim de abril pelo governador em exercício Ricardo Couto.
Exoneração de abril e nova fase: PF mira ex-presidente do Inea em investigação
A operação da Polícia Federal investiga fraudes na Refit. A PF busca e apreende alvos ligados aos fatos apurados.
A investigação ganhou aval em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No despacho, Moraes cita a atuação de órgãos ambientais e reguladores em decisões ligadas ao parque industrial da refinaria.
ANP interditou parque e Inea teria defendido retirada “muito arriscada” do combustível
A PF relata que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou o parque industrial da Refit. Depois disso, a autarquia teria determinado o esvaziamento dos tanques.
Segundo a decisão, o INEA teria dado respaldo técnico à Refit. O texto diz que a retirada imediata do produto do parque de tancagem pelo modal rodoviário seria “muito arriscada”.
A ANP contestou essa avaliação. De acordo com o despacho, a operação exigiria cerca de “950 caminhões” e representaria menos de 10% do que o empreendimento já teria movimentado em períodos normais.
Decisão cita ofício sobre Tobras Distribuidora e cancela licença ligada a concorrente
O despacho também menciona um ofício atribuído ao então presidente do Inea. No documento, ele teria comunicado o cancelamento da Licença de Operação e Recuperação da Tobras Distribuidora de Combustíveis.
A decisão diz que a empresa tem ligação com a Branson Holdings Ltda e aparece como concorrente da Refit.
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