A Polícia Federal investiga Augusto Lima, banqueiro ligado ao Banco Master, em uma nova fase da Operação Compliance Zero. O caso apura fraudes relacionadas ao banco e envolve também o senador Jaques Wagner.
Operação Compliance Zero volta a mirar ligações entre banqueiro e senador
A PF apura as fraudes do Banco Master na Operação Compliance Zero. Nesta etapa, a investigação inclui a relação entre Augusto Lima e Jaques Wagner, mencionada na decisão do STF que autorizou a operação.
Banco Pleno foi liquidado em fevereiro e Credcesta atuou com Master na Bahia
O STF autorizou a operação citando que Lima tem “relação antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal” com Wagner. Lima é dono do Banco Pleno, que teve a liquidação determinada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
O Banco Pleno, antes chamado de Banco Voiter, fazia parte do conglomerado do Master. Em 2018, Lima comprou a rede de supermercados Cesta do Povo e obteve autorização para operar um cartão de crédito consignado para servidores, pensionistas e aposentados da Bahia, chamado de Credcesta, com juros acima da média na modalidade.
Investigação cita compra de imóvel e pagamentos por empresas ligadas a Lima
O Credcesta é citado como suspeito de envolvimento em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Lima chegou a ser convocado a depor na CPMI em março deste ano, mas uma decisão do STF tornou sua ida facultativa e o depoimento não aconteceu.
Nesta fase, a PF investiga a ligação de Lima com Jaques Wagner. A investigação diz que Lima teria viabilizado a compra de um apartamento estimado em 2,4 milhões de reais para o senador e pagamentos de pessoas jurídicas ligadas ao banqueiro para a empresa da família de Wagner.
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