A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira, 15, o deputado eleito Márcio Canella (União Brasil). Ele chegou a ser pré-candidato ao Senado com apoio do senador Flávio Bolsonaro e foi alvo de uma operação sobre lavagem de dinheiro ligada a uma rede de postos.
Operação mira lavagem de dinheiro com rede de postos na Região Metropolitana do Rio
Canella foi preso preventivamente por suspeito envolvimento em uma organização criminosa armada.
A PF aponta que o grupo usava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana como plataforma para lavar dinheiro.
Canella e outros citados foram alvos de ordens do STF; esquema soma R$ 7,6 bilhões
O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado eleito foi pré-candidato ao Senado pelo Rio com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em julho, após ser preso em flagrante por porte de arma de uso restrito, Canella anunciou desistência da disputa e disse que concorreria a uma vaga na Alerj.
A PF informou que a investigação mostra movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com apoio de “agentes públicos e articulação político-institucional”. A ação também atingiu o delegado Marcus Amim, o ex-secretário estadual de Polícia Civil e Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil, além dos policiais Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior.
Decisões do STF atingem bens, empresas e atividades econômicas ligadas ao esquema
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O STF também ordenou sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, sendo 96 postos de combustíveis.
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