O PL revisou para baixo seus planos de expansão no Congresso diante de uma sequência de crises que atingiram nomes do partido. O presidente Valdemar Costa Neto passou a recalcular as projeções para a próxima eleição.
Crises no partido travam articulação e dificultam palanques em estados-chave
O desafio para eleger grandes bancadas passa pela dificuldade de montar palanques consistentes nos principais colégios eleitorais.
No fim de 2025, a condenação e a prisão de Jair Bolsonaro colocaram o grupo em um período de incertezas.
Bolsonaro preso, cassações e operação da Polícia Federal mexem com o cenário do PL
O PL também perdeu nomes importantes: Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem. Os três são deputados cassados e ficaram na mira da Justiça.
No Rio de Janeiro, duas operações da Polícia Federal envolveram suspeitas de irregularidades e tiraram Cláudio Castro do páreo eleitoral. O quadro atingiu a articulação da direita no estado.
Em Minas Gerais, o partido não tem candidato ao governo a menos de quatro meses da votação. Flávio Bolsonaro fez um giro pelo estado e se encontrou com Mateus Simões (PSD), além de participar de reunião do PL local, mas até quinta-feira 4 não havia sinal de um caminho.
Valdemar Costa Neto reduz meta para 110 deputados e aguarda decisões do STF
Valdemar já admite uma recalibragem. Antes, a expectativa era de 120 deputados eleitos. Agora, o dirigente fala em eleger 110, o que ele diz que seria a maior bancada desde 1994, quando o PMDB elegeu 107.
A confirmação do prognóstico depende da capacidade do partido de atravessar o momento. O texto destaca investigações policiais, processos judiciais, disputas internas e indefinições eleitorais.
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