Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, diz que candidatos à Presidência não apresentaram propostas para conter desvios de recursos públicos. A avaliação cobra uma política pública para enfrentar escândalos que marcou o debate eleitoral.
Livianu fala em “normalização da corrupção” e diz que faltaram propostas na campanha
Roberto Livianu, procurador de Justiça do MP de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, lamenta a falta de propostas dos candidatos à Presidência.
Ele critica o debate eleitoral por focar em temas sem profundidade e gastar tempo com frases polêmicas, enquanto a corrupção não entrou com a importância que ele considera necessária.
Transparência Internacional aponta 35 pontos no índice e volta a citar escândalos como mensalão e petrolão
A Transparência Internacional afirma que, apesar de escândalos como mensalão, petrolão e Banco Master, não viu propostas de reformas estruturais para combater a corrupção.
Em fevereiro, a organização divulgou o Índice de Percepção da Corrupção. O país marcou 35 pontos na escala de zero a cem e ficou na 107ª posição entre 182 nações analisadas.
Na campanha, o Banco Master e os aposentados do INSS foram usados em disputas. No governo, Lula alegou que a gestão estancou a sangria, enquanto rivais atribuíram os escândalos ao presidente e os dois lados defenderam aprofundar as apurações.
Cobrança por política pública e apurações na campanha: impacto na discussão sobre direitos e recursos
Livianu diz que esperava uma política pública de combate à corrupção com participação dos três poderes.
Ele afirma que enxerga “uma pobreza muito grande de propostas” e que a campanha trouxe “gritaria” e “bate-boca generalizado”, com poucas propostas concretas.
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