O procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, disse nesta quarta-feira (02) que as auditorias nos contratos, licitações e obras do governo do estado já apontam para novas denúncias e prisões.
Ele falou durante encontro do grupo empresarial Lide, no Hotel Fairmont, em Copacabana.
Gaesf trabalha com GSI do Palácio Guanabara em investigações do estado
Segundo Antônio José Campos Moreira, o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (Gaesf/MPRJ) está em sintonia com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio Guanabara.
Ele citou que parte do material já seguiu para o Ministério Público e mencionou casos envolvendo pessoas com prerrogativa de foro, deputados e prefeitos.
Antônio José cita ligação antiga entre GSI e Gaesf e fala de investigações em andamento
O procurador-geral lembrou que Roberto Lisandro Leão, atual secretário-chefe do GSI, foi braço-direito de Fábio Galvão, que era subsecretário de Inteligência do estado por volta de 2010.
Antônio José também disse que os procuradores que hoje integram o Gaesf trabalharam com esse grupo na época e que isso facilita a tramitação dos trabalhos.
Ele afirmou que assinou uma medida de atribuição originária ligada a uma investigação do Gaesf e declarou que as respostas vão no tempo de uma investigação e de um processo.
Procurador-geral alerta que prisões continuam e comenta o caso Rio Metrópole
Antônio José Campos Moreira disse que as prisões não acabaram e que elas não vão ocorrer de forma intempestiva.
Ele citou o contrato do Rio Metrópole na casa de R$ 80 milhões, dizendo que o contrato não tem objeto e que a empresa vencedora da licitação trabalha com alimentos.
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