Promotores especiais da Coreia do Sul pediram nesta sexta-feira, 24, mais 30 anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol. Ele já está detido e condenado à prisão perpétua no caso de “insurreição”.
Pedido de nova pena mira drones militares e tentativa de declarar lei marcial
Os promotores disseram que Yoon ordenou o sobrevoo de drones militares sobre a Coreia do Norte em 2024.
Segundo o Ministério Público, a ação serviria para criar um pretexto para declarar a lei marcial naquele ano.
“Auxílio ao inimigo”, vazamento de informações e recurso de Yoon
Os promotores pediram a nova sentença por acusações de “auxílio ao inimigo” e disseram que os esforços de Yoon para “fabricar condições de guerra” minaram a segurança nacional.
Eles também afirmaram que a operação aumentou as tensões com a Coreia do Norte e levou ao vazamento de informações confidenciais, incluindo detalhes sobre as capacidades das forças de segurança, depois que os drones caíram, informou a agência de notícias Yonhap.
Yoon apresentou recurso, dizendo que ordenou a medida “apenas pelo bem da nação”.
Lei sul-coreana prevê só prisão perpétua ou morte para “insurreição”
O processo de fevereiro levou à destituição e à condenação de Yoon à prisão perpétua por “insurreição”.
A lei sul-coreana determina apenas dois tipos de punição para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte.
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