Uma onda de protestos mobilizou milhares de pessoas em cidades de países europeus neste sábado, 24. Na França, na Itália, na Espanha, em Portugal, na Bélgica e na Albânia, manifestantes cobram melhorias nos serviços públicos e apontam aumento do custo de vida.
Manifestações na Europa ligam educação e custo de vida em vários países
As mobilizações, que vêm acontecendo nas últimas semanas, juntam pautas diferentes em vários lugares.
Mesmo assim, os atos apontam descontentamento com as condições econômicas e com decisões de governos locais, incluindo temas como educação e gastos do dia a dia.
França tem 410 mil a 800 mil pessoas e quase 1.000 detenções; Itália registra prisões e detidos
Na França, as manifestações reuniram entre 410 e 800 mil pessoas, com pelo menos 110 mil em Paris. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que quase 1.000 pessoas foram detidas, e afirmou que o número pode aumentar.
Na Itália, houve atos em cidades como Milão, Roma, Turim e Bolonha. A polícia informou nove pessoas presas e 371 detidas temporariamente em oito cidades, com cerca de 110 menores de idade.
Na Espanha, 25.000 manifestantes marcharam por Madri em defesa do sistema público de aposentadorias, segundo estimativa da Delegação do Governo em Madri à AFP.
Bandeiras incluem aposentadorias, aluguéis e mudanças na educação; veja o que afeta os moradores
Em Portugal, os protestos pedem medidas para conter os preços dos aluguéis, ampliar moradias públicas e restringir fundos de investimento no mercado imobiliário, com a defesa da reversão da lei do arrendamento.
Na Bélgica, manifestantes exigiram mais investimentos na educação e houve confrontos em Bruxelas, com uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Na Albânia, estudantes e outros manifestantes fizeram atos em Tirana contra o governo de Edi Rama, e a polícia dispersou com gás lacrimogêneo e canhões d’água.
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