Um protesto do grupo Pussy Riot fechou temporariamente o pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza nesta quarta-feira, 6, durante a abertura para convidados. A ação aconteceu no momento em que a Rússia voltou à mostra pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia.
Rússia volta à Bienal e atrai protestos de grupos ligados a guerras
A Bienal reúne nesta edição artistas de países em conflito, como Ucrânia, Israel e Estados Unidos.
O Irã decidiu cancelar sua participação. Ao mesmo tempo, o evento voltou a virar alvo de protestos e pressão internacional.
Manifestantes com balaclavas cor-de-rosa tentam invadir o espaço e exibem frases no corpo
Vestindo balaclavas cor-de-rosa, cerca de 40 ativistas protestaram em frente ao pavilhão russo. Eles acenderam sinalizadores nas cores rosa, azul e amarelo, em referência à bandeira ucraniana, e entoaram slogans como “Sangue é a arte da Rússia”.
A ação incluiu uma tentativa de invasão do espaço. A polícia contiveu a manifestação, e os manifestantes exibiram frases no corpo como “Curadoria de Putin, com cadáveres incluídos” e “Arte russa, sangue ucraniano”.
O Pussy Riot ganhou notoriedade internacional na década passada por performances contra o governo de Vladimir Putin, com ações em igrejas, eventos esportivos e espaços públicos.
Outros fechamentos na Bienal incluem pavilhão de Israel e carta com mais de 200 assinaturas
Pouco depois do ato, outro protesto aconteceu diante do pavilhão de Israel. O grupo Art Not Genocide Alliance (ANGA, na sigla em inglês) fechou o espaço durante a manifestação contra a presença israelense por causa da guerra em Gaza.
Mais de 200 participantes assinaram uma carta pedindo o cancelamento do pavilhão israelense. O governo de Israel respondeu chamando o movimento de “doutrinação política” e “discriminação”, e o presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, defendeu a inclusão de todos os países.
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