Quase-empate nas pesquisas coloca Flávio Bolsonaro na frente de Lula no 2º turno

Uma parcela de eleitores que não se prende a lulismo nem bolsonarismo está mexendo no placar entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas. O movimento aumenta a pressão sobre as campanhas na reta antes da eleição.

Eleitor que não segue rótulos muda o ritmo da corrida

Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, diz que esse grupo vem ficando mais crítico ao governo e migrando para a oposição.

Russo também afirma que o eleitor não vota apenas por ser de esquerda ou de direita e passa a votar mais na oposição.

Resultados da Quaest: 36% a 31% no 1º turno e empate técnico no 2º turno

No primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro tem 31%. Augusto Cury tem 7%, Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 4% cada, e Romeu Zema registra 1%.

No segundo turno, Flávio aparece à frente de Lula: 42% a 40%. A diferença fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03607/2026.

Queda da aprovação e novas prioridades podem seguir mexendo no voto

Russo aponta queda na aprovação do governo e melhora no desempenho de Flávio nas intenções de voto. Ele cita aprovação de 43% e desaprovação de 50% nas últimas semanas.

O diretor da Quaest diz que o eleitor passou a comparar a gestão com as alternativas, e que economia, futuro e corrupção voltaram a ganhar força no cálculo. Ele também destaca que as campanhas ainda podem mudar até o primeiro turno.

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