A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), registrou boletins de ocorrência nas polícias Federal e Civil depois de cartazes difamatórios espalhados no Recife neste fim de semana. Ela também deve acionar o Ministério Público Eleitoral (MPE), e as acusações ligam a morte do marido dela a uma tentativa de vitória na eleição.
Cartazes atacam Raquel Lyra e associam morte do marido a vitória eleitoral
Raquel Lyra disse que viu peças com acusações contra ela nas ruas do Recife.
Os cartazes relacionam a morte do marido dela, o empresário Fernando Lucena, em 2022, e citam a eleição daquele ano.
Boletins na Polícia Federal e Civil; mensagens citam Flordelis, Elize Matsunaga e Flávio Bolsonaro
Segundo as peças, Raquel matou o marido para vencer a eleição, com a frase “Ela matou o marido para vencer a eleição”.
Em outro cartaz, a governadora aparece associada à ex-deputada federal e cantora evangélica Flordelis e à empreendedora Elize Matsunaga, que assassinaram seus companheiros em 2019 e 2012, respectivamente.
Um terceiro cartaz mostra Raquel ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirma que eles estariam juntos nas eleições deste ano para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de mencionar que ela faz frequentes elogios ao petista e se mantém neutra na disputa presidencial.
Solidariedade de rivais e saída do caso para a Justiça Eleitoral
Raquel publicou um vídeo em redes sociais e pediu respeito à família e aos filhos, dizendo “Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite a minha dor”.
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) disse que vai entrar na Justiça para investigar a origem dos panfletos, e o ex-vereador da capital Ivan Moraes (PSOL) pediu identificação e responsabilização dos autores.
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