Reajuste do Bolsa Família é tratado como estratégia para influenciar o segundo turno

O reajuste do Bolsa Família entrou no radar de estratégia eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, com análise indicando que o efeito pode aparecer mais perto do segundo turno. A avaliação foi feita no programa VEJA em Foco por José Benedito da Silva.

José Benedito diz que o dinheiro chegar na conta pode mudar o impacto

Na avaliação do editor de política, a diferença entre anunciar o reajuste e o dinheiro cair na conta ajuda a explicar por que o impacto pode demorar. Ele também disse que a “cartada” pode mirar o segundo turno, e não o primeiro.

Pesquisa BTG/Nexus mostra estabilidade entre quem recebe Bolsa Família

O levantamento BTG/Nexus desta semana indica que 64% dos entrevistados que recebem o Bolsa Família, ou moram com alguém beneficiário, dizem votar em Lula no primeiro turno. O percentual ficou exatamente igual ao da rodada anterior.

Flávio Bolsonaro passou numericamente de 20% para 17% nesse grupo. O programa destacou que a pesquisa não permite atribuir uma mudança específica ao reajuste por causa da margem de erro e do tamanho das subamostras.

Pagamento deve começar em 15 de outubro, entre o 1º e o 2º turno

José Benedito apontou o calendário como ponto central. Ele afirmou que o novo valor começa a ser pago a partir de 15 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno.

Ele disse que não viu impacto imediato, mas deixou aberta a chance de o reajuste ainda influenciar a corrida mais adiante. O editor também citou o aumento como parte de um conjunto de anúncios feitos por Lula na reta final, incluindo medidas ligadas às bets, à distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS e a ações voltadas às mães.

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