Lula anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública, mas a discussão sobre como bancar a nova estrutura segue sem uma fonte de recursos definida. O tema foi abordado em 6 de sexta-feira no programa Ponto de Vista por Laísa Dall’Agnol, com o editor de VEJA Ricardo Ferraz.
Criação do Ministério da Segurança Pública entra no debate fiscal e de recursos
A criação do Ministério da Segurança Pública coloca na mesa o financiamento da nova estrutura em um cenário de dificuldades fiscais.
Ricardo Ferraz disse que a iniciativa pode ajudar na coordenação das políticas de segurança. Ele destacou que a medida ainda depende de definir de onde sairão os recursos.
PEC da Segurança Pública e aposta de longo prazo para coordenação federal
Ferraz comentou a aprovação da PEC da Segurança Pública e apontou a importância de uma atuação federal voltada à coordenação.
Ele comparou essa função com a articulação na saúde. Ferraz afirmou que os efeitos dependem de trabalho continuado e disse que não dá para esperar queda imediata da criminalidade.
Financiamento da pasta esbarra em orçamento e em restrição do dinheiro das bets
No Ponto de Vista, Laísa Dall’Agnol questionou “De onde vai vir o dinheiro?”. Ferraz apontou o desafio orçamentário e disse que o governo vai precisar de uma solução para viabilizar a pasta.
Ele citou que parte da arrecadação das bets tinha sido considerada como possibilidade de financiamento, mas afirmou que Lula proibiu essas atividades. Ferraz disse que o governo precisará fazer “uma engenharia financeira” para tentar financiar a iniciativa.
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