Novo leva ao TSE ação contra chapa Lula-Alckmin e diz que governo usou medidas para reeleição

O Partido Novo questiona no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 35 medidas adotadas pelo governo Lula em 2026, dizendo que elas usam a máquina pública para favorecer a reeleição. A ação foi admitida nesta quinta, 5, e já entrou na etapa de defesa da chapa Lula-Alckmin.

Novo leva ao TSE denúncia sobre uso da máquina pública em medidas do governo Lula

O Partido Novo aponta que medidas do governo Lula em 2026 teriam impacto eleitoral. O caso corre no TSE contra a chapa Lula-Alckmin, com discussão sobre limites de atuação do governo.

Na entrevista do programa Ponto de Vista, o deputado federal eleito Henrique Mecabô (Novo-PR) defendeu a iniciativa. Ele disse que as medidas somam impacto próximo de 100 bilhões de reais.

Henrique Mecabô cita prazo de cinco dias e compara gastos com benefícios em 2023 a 2026

Mecabô afirmou que a Corregedoria-Geral Eleitoral permitiu o prosseguimento da investigação e concedeu prazo de cinco dias para a apresentação da defesa da chapa Lula-Alckmin.

Ele também comparou iniciativas classificadas como benefícios diretos à população: 17 em 2023, quatro em 2024, catorze em 2025 e 35 em 2026. Mecabô disse que, das 35, doze foram adotadas entre 16 de agosto e 16 de outubro.

Debate no Ponto de Vista envolve Bolsonaro e cita Bolsa Família, combustíveis e Desenrola 3.0

Na entrevista, Mecabô citou aumento do Bolsa Família anunciado às vésperas da eleição, com custo próximo de 6 bilhões de reais. Ele também citou medidas relacionadas aos combustíveis, somando 40 bilhões de reais.

Ele mencionou ainda o Desenrola 3.0 e o recuo do governo em relação à chamada taxa das blusinhas. O editor Ricardo Ferraz questionou a comparação do Novo, citando aumento do Auxílio Brasil e medidas para conter o preço dos combustíveis em 2022, e cobrou explicação sobre a postura do partido diante de Lula e Bolsonaro.

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