Relator do PL 9.212/2017 quer votar voto distrital misto no plenário ainda no 1º semestre

O relator do PL 9.212/2017, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), diz que a Câmara pode construir até o fim de maio uma agenda para votar o projeto em plenário ainda no primeiro semestre. A proposta muda a legislação eleitoral para criar o voto distrital misto no Brasil.

Mudança no voto mira cobrar mais dos representantes e alterar o sistema atual

Domingos Neto afirma que o voto distrital misto busca aproximar eleitores de seus representantes. Ele também diz que a proposta fortalece a cobrança sobre os mandatos e corrige distorções do sistema proporcional.

O relator diz que, ao aproximar deputados de suas bases territoriais, o modelo aumenta a cobrança sobre os representantes eleitos. Ele cita exemplos de Estados Unidos e Alemanha para sustentar essa ideia.

Agenda até o fim de maio e previsão de início nas eleições de 2030

Domingos Neto prevê uma “janela de oportunidade” para avançar com a proposta ainda este ano. Ele afirma que o texto ficou parado desde 2017 e que a complexidade da matéria travou a análise.

Ele também aponta distorções no sistema proporcional, como crescimento de candidaturas ligadas a redes sociais e aumento de denúncias envolvendo o crime organizado na política. O relator diz que, no modelo atual, candidatos podem se eleger com votos pulverizados em diferentes regiões.

Se for aprovado, o PL do Voto Distrital Misto deve entrar em vigor a partir das eleições de 2030. A proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

CACB defende voto distrital misto e cita impacto em representatividade e custos

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende a adoção do voto distrital misto. A entidade diz que o modelo pode renovar a política brasileira, fortalecer a representatividade e aproximar eleitores de seus representantes.

A CACB também afirma que o modelo amplia a diversidade na composição do Parlamento e pode reduzir custos de campanha. O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, diz que o voto distrital permite que “distritos todos vão ter algum representante”.

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