Réplica de tornozeleira eletrônica vira “acessório” em bares e festas no Rio

Homens no Rio relatam compra e uso de réplica de tornozeleira eletrônica para chamar atenção em bailes e botequins. O hábito circula em conversas com comerciantes e aparece junto com oferta de outros produtos.

Uso de réplica ganha espaço em bailes e botequins do Rio

Moradores e vendedores falam que a tornozeleira fake passou do carnaval e virou moda em encontros do dia a dia.

Relatos citam homens usando a “fantasia” para atrair mulheres e manter a conversa em bailes e botequins.

Venda “no sapatinho” e preço entre R$ 200 e R$ 300

Em um ponto no camelódromo da Uruguaiana, um homem de cerca de 40 anos contou que estava no botequim e que uma mulher perguntou sobre a tornozeleira. Ele disse que respondeu que era “homicídio”, tomou uma cerveja e seguiu o encontro.

Segundo os relatos, a venda fica “no sapatinho”. Um comerciante citou preço de R$ 300, com negociação, e outros valores aparecem entre R$ 200 e R$ 250.

O texto também menciona oferta online em um site por R$ 372 sem luz piscando e R$ 392 com luz piscando.

Advogada cita lei 15.358/2026 e diz que finalidade muda o risco

A criminalista Carolina Heringer diz que não vê crime no uso da réplica por si só. Ela afirma que pode existir problema se a finalidade for cometer crime, como se passar por membro de organização criminosa ultraviolenta para obter vantagem ou intimidar terceiros.

Ela lembra o inciso VI do texto citado e fala em pena de 12 a 20 anos de prisão, além de alertar que quem compra para revender pode responder por receptação qualificada.

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