Ricardo Couto, governador em exercício e desembargador, voltou a subir nas conversas sobre vagas no STJ e no STF depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25). O nome dele tinha perdido força após o primeiro turno e a mudança no cenário político.
Elogios de Lula em julho e o efeito da reviravolta nas eleições
Em julho, Ricardo Couto chegou a chorar ao receber elogios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o resultado do primeiro turno, ele ficou em baixa.
Após a reeleição de Lula, neste domingo (25), a chance de Couto voltou a crescer. Ele já era cotado para uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, depois, passou a circular como alternativa para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O ritmo das indicações até 2030 e as vagas citadas para STJ e STF
Até o fim de 2030, o presidente poderá indicar até sete ministros para o STJ e quatro para o STF. No STJ, seis vagas decorrem de aposentadorias compulsórias, e uma sétima pode aparecer com o eventual desligamento do ministro Marco Buzzi, condenado administrativamente por envolvimento em dois casos de assédio.
No Supremo, além da cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, outras três serão abertas com as aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Caminho passa pelo Senado e envolve lista do próprio tribunal
Antes de assumir o Palácio Guanabara, Couto já era apontado como candidato à vaga decorrente da aposentadoria compulsória do ministro Antonio Saldanha Palheiro. O texto diz que ele enfrenta como principal oponente o desembargador Mauro Pereira Martins.
O Senado também entra no jogo a partir de fevereiro, quando a composição ficará mais bolsonarista. Para chegar ao STJ, o nome de Couto precisaria primeiro entrar numa lista elaborada pelo próprio tribunal. Para o STF, a escolha é diretamente do presidente da República, mas ainda depende da aprovação do Senado.
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