O Rioprevidência afastou da função de corregedor oficial da Polícia Militar do Rio o coronel Djalma dos Santos Araújo, condenado pela Justiça por tortura. O instituto disse que vai pedir também a exoneração do policial.
Rioprevidência manda pedido de exoneração para a Casa Civil após afastar coronel condenado
O Rioprevidência informou que afastou Djalma da função de corregedor. O instituto disse que a manifestação foi feita após questionamentos sobre o cargo e as atividades do policial no órgão.
Segundo o Rioprevidência, ele estava na função desde novembro de 2023. O instituto afirmou que vai encaminhar à Secretaria da Casa Civil o pedido de exoneração.
Condenação em 2006 e reviravolta após demora do processo, diz acusação
Djalma foi condenado em 2006 por um crime cometido dois anos antes. A acusação diz que, em 2004, ele e outros cinco PMs entraram na casa de um homem durante uma ação de busca por armas e drogas.
O morador relatou sessões de tortura. A acusação aponta que Djalma e os outros policiais teriam colocado um saco plástico na cabeça dele e aplicado choques elétricos.
Dez anos depois, o Tribunal de Justiça determinou a demissão da corporação. Uma reportagem do portal “Metrópoles” afirma que Djalma conseguiu reverter a decisão por causa da demora do processo.
Rioprevidência diz que gestão atual não nomeou e cita rendimentos no órgão
A atual gestão do Rioprevidência informou que não foi responsável pela nomeação do oficial. O instituto afirmou que determinou o afastamento imediato das atividades no órgão e vai pedir exoneração à Secretaria de Estado da Casa Civil.
O “Metrópoles” indica que, no Rioprevidência, Djalma recebia R$ 5,9 mil e que ele mantém o salário de R$ 19,6 mil como policial militar.
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