Candidatos derrotados no Rio declararam milhões em “despesa com impulsionamento de conteúdos”, mas não conseguiram vagas nas eleições deste domingo (04). Os gastos foram feitos só nessa rubrica, segundo dados declarados à Justiça Eleitoral.
Mais dinheiro em posts, mas resultado não vem nas urnas
As campanhas usaram redes sociais como “palanques” virtuais por meio de impulsionamento de conteúdos.
<p Mesmo com valores altos destinados a esse tipo de despesa, alguns candidatos não chegaram ao cargo disputado.
Flávio Ganem e Marcos Braz concentraram gastos no impulsionamento
Flávio Ganem (União), candidato a deputado federal, declarou R$ 963 mil em despesas com impulsionamento, cerca de 47% de todos os gastos. No Facebook, foram R$ 933 mil, mas ele não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados.
Marcos Braz (PSDB) destinou R$ 573 mil ao impulsionamento de conteúdos. Desse total, R$ 572,5 mil foram pagos à DLocal, e ele também não conseguiu uma das 46 cadeiras do Rio na Câmara.
A disputa por vagas no Senado também teve investimentos altos. Benedita da Silva (PT) declarou R$ 408 mil, Pedro Paulo (PSD) investiu R$ 350 mil e Mônica Benício (PSOL) aplicou R$ 50 mil, com cada uma terminando fora entre as eleitas.
O que entra na conta e o que pode mudar nas despesas finais
Os valores consideram apenas a categoria “Despesa com impulsionamento de conteúdos” declarada pelas campanhas à Justiça Eleitoral. A rubrica não inclui outros gastos digitais, como contratação de agências, produção de vídeos, equipes de comunicação, pesquisas ou serviços de consultoria.
As quantias ainda podem passar por atualizações, retificações ou inclusão na prestação final.
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