Sargento é acusado de usar informação secreta para apostar na queda de Maduro

Um sargento das forças especiais do Exército dos Estados Unidos foi acusado de usar informações confidenciais para ganhar mais de 400 mil dólares com apostas sobre a queda de Nicolás Maduro. A acusação foi divulgada pelo Departamento de Justiça americano nesta quinta-feira, 23.

Acusação aponta uso de dados sigilosos em apostas sobre Venezuela

Segundo promotores federais e o FBI, o militar teria acessado detalhes da operação antes do público. Depois disso, ele usou essas informações para apostar em desfechos ligados à Venezuela.

O caso foi tratado como um dos mais graves envolvendo o uso de informação classificada em mercados de previsão. Esses mercados permitem apostas sobre eventos políticos, econômicos e militares.

Gannon Ken Van Dyke participou da captura em 3 de janeiro e fez apostas na Polymarket

O acusado foi identificado como Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos. Ele teria participado diretamente do “planejamento e execução” da ação que levou à captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, no dia 3 de janeiro.

De acordo com a acusação, Van Dyke fez ao menos 13 apostas na plataforma Polymarket. Parte das operações envolveu valores altos, com apostas de que Maduro deixaria o poder até o fim de janeiro.

Os investigadores disseram que uma aplicação de cerca de 32 mil dólares, horas antes da ofensiva, antecipava exatamente esse cenário. Eles também afirmaram que o militar tentou ocultar os ganhos com movimentações por diferentes contas, incluindo carteiras de criptomoedas e corretoras, e pediu a exclusão de sua conta na plataforma.

Justiça cita proibição de uso de dados para benefício financeiro pessoal

Van Dyke responde a cinco acusações, incluindo fraude eletrônica, uso indevido de informação governamental confidencial e transações financeiras ilegais. Se condenado, ele pode enfrentar décadas de prisão.

O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que militares têm acesso a dados sensíveis para cumprir missões. Ele disse que “Eles são proibidos de usar esse conhecimento para benefício financeiro pessoal”.

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