O Senado argentino aprovou nesta sexta-feira, 7, uma versão adaptada do projeto de lei sobre a inviolabilidade da propriedade privada, pressionado por protestos em pelo menos dez cidades, incluindo Buenos Aires. O texto vai agora para discussão na Câmara dos Deputados.
Protestos em dez cidades derrubam trechos mais criticados no texto
Durante a sessão, que durou quase 13 horas, parlamentares retiraram do projeto um capítulo muito criticado por ambientalistas.
A mudança ocorreu depois da tensão entre manifestantes e polícia. Houve uso de balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água.
Votação na sexta e cláusulas removidas sobre terras queimadas e estrangeiros
O Senado aprovou o texto com 37 votos a favor e 33 contra.
Os políticos retiraram a parte sobre uso de terras queimadas por incêndios em áreas rurais e também sobre venda ou divisão das partes atingidas pelas chamas.
Outro trecho, que reduzia restrições para compra de terrenos por estrangeiros e por empresas privadas, já tinha sido excluído pelo partido governista na quinta-feira, às vésperas do debate.
Mudanças seguem para a Câmara; polícia já prendeu e houve feridos
Com a rejeição dos capítulos, o governo não avançou nos pontos mais criticados pela sociedade, mas o projeto aprovado segue com temas que têm impacto social e econômico.
As manifestações começaram na quinta-feira, 6, em frente ao Congresso Nacional argentino, com o lema “a pátria não está à venda”. Até esta manhã, 12 pessoas tinham sido presas e pelo menos 5 haviam ficado feridas.
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