O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira, 23, uma resolução que limita os poderes de guerra do presidente Donald Trump contra o Irã. A decisão mexe com o rumo das ações militares enquanto cresce a pressão no Parlamento sobre a ofensiva.
Votação no Senado limita ações de guerra, mas texto não vira lei
Com 50 votos a favor e 48 contra, a resolução pode suspender ações militares e ameaças feitas por Trump contra Teerã. A medida também orienta o presidente a retirar as Forças Armadas dos EUA das hostilidades com ou contra o Irã.
A Casa Branca disse que a resolução não é constitucional e não obriga o governo. Mesmo assim, especialistas destacam que o tema segue como uma disputa jurídica, com chance de ir parar nos tribunais.
Resolução concorrente não vai para sanção e entra no meio das negociações de paz
O texto aprovado não terá força de lei, porque se trata de uma “resolução concorrente”. Por isso, o documento não vai ao presidente para sanção.
Segundo Scott Anderson, pesquisador sênior da Brookings Institution e editor sênior da publicação jurídica online Lawfare, o Poder Executivo provavelmente vai ignorar a medida. Ele também disse que não fica claro quem teria legitimidade para entrar com ação judicial para exigir o cumprimento.
A votação ocorre em meio às negociações para um acordo de paz com o Irã. O processo acontece sob tensão permanente por causa dos ataques de Israel no Líbano.
Reações no Líbano e números de mortos entram no cenário das tratativas
Nesta terça-feira, o Exército israelense afirmou que abriu fogo no sul do Líbano contra “terroristas armados”. O comunicado veio no primeiro incidente do tipo desde a calmaria tensa entre Israel e o Hezbollah a partir da noite de sábado.
Desde 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, os ataques de retaliação ao Líbano mataram 4.106 pessoas, incluindo 773 mulheres, crianças e profissionais de saúde, segundo o Ministério da Saúde do país. Cerca de 1,2 milhão de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas no Líbano.
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