O Senado dos Estados Unidos aprovou, na terça-feira 19, uma resolução que limita o presidente Donald Trump a continuar uma guerra no Oriente Médio. A medida exige aprovação do Congresso para qualquer ação militar futura contra o Irã.
Resolução no Senado trava uso de força dos EUA contra o Irã
A votação aconteceu por 50 a 47 votos. Quatro senadores republicanos se juntaram aos democratas para aprovar o texto.
O assunto ganhou destaque porque envolve uma possível próxima ação militar contra o Irã. A exigência de aval do Congresso muda como o governo pode agir.
Votos de Bill Cassidy e John Fetterman pesam na decisão de 50 a 47
Entre os senadores citados está Bill Cassidy, da Louisiana. Ele foi derrotado em uma primária no último sábado, 16, por um candidato apoiado por Trump.
Após a votação, Cassidy disse nas redes sociais que apoia os esforços para desmantelar o programa nuclear do Irã. Ele escreveu que a Casa Branca e o Pentágono deixaram o Congresso no escuro sobre a Operação Fúria Época.
O democrata John Fetterman, apoiador de Israel, votou com os republicanos para permitir que o presidente americano continue a guerra. O texto avança para a Câmara, onde o Partido Republicano é maioria.
Câmara vota e medida pode ter veto presidencial dos EUA
Se a Câmara aprovar novamente, a medida vai para a fase de veto presidencial. Para derrubar o veto, seria necessário um cenário com maioria de dois terços dos deputados e senadores.
O governo Trump citou uma cláusula regimental que dá ao presidente 60 dias para obter apoio do Legislativo para conduzir uma guerra. Com o cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde 8 de abril, os republicanos dizem que esse prazo ficou congelado.
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